Sobre a ética na prestação de serviço

Fui hoje pintar o cabelo (depois vai ter um post só sobre isso…). Marquei com um cabeleireiro que me indicaram, liguei antes e perguntei quanto era. A recepcionista me informou que custava X (não é quanto custa que importa, quem quiser saber me pergunta.) e marquei pra hoje, sábado.

Fiquei lá por TRÊS horas. O cabelo ficou longe, muito longe, da referência que eu levei mas, enfim, tinha que pagar, néam?!

Qual não é minha surpresa quando a recepcionista veio com a seguinte conta: mão de obra do profissional + produtos usados + corte +  hidratação + secagem. Oi???? Respondi, educadamente, que estava tudo errado. Expliquei que quando marquei de pintar só tinham me dado o preço X e não X + produtos, além disso eu não pedi e nem fui informada de nenhuma hidratação. Assim como achei que a secagem fazia parte do valor do corte. Até porque ninguém me deu a opção de não secar…

Depois de muito vai e volta pra lá e pra cá, eu bati o pé que não iria pagar hidratação nenhuma e nem o extra de produtos que também não fui informada. Consegui pagar só o corte + pintura + secagem (affe), depois de muito desconforto e discussão. Fui muito firme na decisão justamente porque já me aconteceu uma situação muito parecida há muito pouco tempo com uma dermatologista famosa aqui de SP. Ela fez um procedimento que eu não queria fazer, sem me avisar, cobrou, fiquei com vergonha e paguei. Depois morri de arrependida. Briguei e consegui o extorno.

Enfim, resolvi escrever esse post porque ando cho-ca-da com a falta de ética e respeito ao consumidor. Não sei se isso é só em São Paulo ou se tá virando moda, mas tenho visto isso acontecer com muita gente. Essa postura de “vai fazendo e depois cobra” é anti-ética, desonesta e fere o código de defesa do consumidor.

Não caia nesse golpe, não importa se são 30 reais ou 300. O dinheiro é seu e todo e qualquer procedimento deve ser oferecido, explicado e informado que aquilo terá um custo. Não aceite a desculpa “aqui na empresa nós trabalhamos assim, não falamos de dinheiro com o cliente” juro que já ouvi isso. Toda e qualquer prestação de serviço deve seguir leis nacionais antes de criar regras internas estúpidas.

Não se sinta acuado nessa situação (já me senti, hoje eu brigo!) e reclame! Se precisar, chama a polícia, o procon, deus e o mundo, mas não aceite. Isso é um forma de  roubo, nem melhor e nem pior que ser assaltado.

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