Minha Carreira em Moda

[que título pretencioso! hahahaha. desculpa, gente, mas não consegui pensar em outro melhor e achei que o mea culpa no início me eximia do mico! 😀  e SENTA que o texto é mega longo!]

Vou resumir brevemente minha vida profissional até hoje: eu fiz um período de faculdade de Letras na UFJF, dei aula de português pra gringo (era muito bom, amava!) e de  inglês. Depois mudei pra Niterói pra estudar cinema na UFF. No primeiro período a faculdade entrou de greve e eu já comecei a trabalhar. Fiz TANTO curta enquanto eu tava na faculdade que perdi as contas! Editei um tempo e depois já virei estagiária/assistente/ produtora de objetos/ produtora de arte / assistente de direção de arte, fiz mil comerciais (fiz muuuuitos, muitos, muitos, muitos!), programa de TV, série, longas [que é o que a gente chama de ‘filme’ haha] e tudo mais que se possa imaginar. Nessa época eu já morava no Rio e trabalhava 24 horas por dia, todo dia.

Aí, inventei que queria me mudar pra SP, o Rapha descolou um trabalho aqui e veio antes de mim. Terminei um trabalho lá e vim meses depois… mas já cheguei odiando. Hahaha. Fazer cinema/publicidade/tv em SP é MUITO diferente do Rio, mas muito! E eu simplesmente odiei! Eu já tava meio cansada de trabalhar bizarramente – quem faz cinema não tem vida! São 12 horas por dia, no mínimo, 6 dias por semana e uma folga somente. Aí juntou odiar trabalhar em SP, estar super cansada de não ter vida, meu mega interesse em moda e beleza e uma chefe nazista que peguei no caminho, hahaha. Saí, larguei tudo da noite pro dia (ninguém nem acreditava que eu ia parar, mesmo!) e não tinha idéia do que fazer.

Uns 3 meses depois uma amiga me indicou pra um trabalho em uma empresa de design de interiores, eu criei o MTDF e comecei a mandar textos pro Petiscos. Tudo junto! Nenhum compromisso, não ganhava nada por eles, mas foi ali que descobri que eu amava mesmo escrever! Sempre amei e sempre neguei, hehe. Aqui tem todos os meus textos que foram publicados no Petiscos.

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Como eu consegui escrever no Petiscos? Eu tinha uma conhecida que tinha o email da Adriane Hagedorn (sério, tipo impensável) (a Adriane é editora de timeline do Petiscos e a pessoa mais fofa do planeta! Responde todos os emails, é mega acessível, rarííííííssimo gente assim!). E aí, na cara de pau, eu mandei um email pedindo pra escrever pro Petiscos já com o texto em anexo, hehe. Ela falou que a equipe já estava completa mas que eu podia colaborar de graça. Topei e assim foi!

Aí entre MTDF (que tinha pouquííííssimos leitores) e textos pro Petiscos, eu resolvi sair do meu trabalho na empresa de design que falei. Eu tenho um mega defeito na vida: só sei fazer bem feito o que eu gosto e acredito, quando trabalho por obrigação sou péssima! Guardei dinheiro e saí. Gastei tudo em um mês em NY (lembram?) e já voltei trabalhando no Proença.

Na verdade, quando saí do trabalho eu falei para-todo-mundo-que-eu-conhecia que eu queria trabalhar com moda, que queria escrever e topava qualquer coisa. Mandei email PARA TODAS as revistas, editoras (de moda e beleza!), pra sites, pra deus e o mundo! Até que uma amiga me indicou pra uma amiga que conhecia a Alline Valverde – que é editora do site – sério, tudo muito cheio de pedidos!

A Alline viu meu blog, fui lá no Proença uns dias só pra conhecer e, quando voltei de NY, por sorte, ela precisou de mais uma pessoa e me chamou. Sim, parece tudo fácil, moleza, mas foi muito sangue, suor e lágrimas para conseguir alguma coisa! Foi muito difícil, nadinha caiu do céu e quem me conhece sabe: sou MEGA dedicada, MEGA cara de pau e trabalho MUITO! Sou super, hiper, ultra escrava quando resolvo que quero uma coisa.

Nesse meio tempo, escrevi pra alguns sites (prometo que vou fazer um aba ‘clipping thais’ pra ter todos os textos meus perdidos por aí!) e fui conhecendo pessoas, pedindo trabalho (sim, sempre! vergonha é roubar, gente!), indo a lançamentos, fazendo contatos (ainda faço muito!) e networking.

Final do ano passado um amigo (de trabalho!!!!) me indicou pra Maria Prata – que adoro e já até fiz um Musa de Verdade com ela aqui – e ela me chamou pra tomar um café e a gente se conhecer. Tremendo de nervosa eu fui! Conversamos e ela me pediu pra escrever uma ‘matéria teste’ pra ela ver se eu tinha o perfil para escrever pra Bazaar. Escrevi, ela curtiu e propôs que eu enviasse pautas quando eu quisesse, se aprovassem, eu escrevia e a matéria seria publicada. E foi assim que rolou o Black Is Beautiful – matéria muuuuuusa que escrevi pra Bazaar de maio (já leram? <3 ) e mais algumas coisas que não posso contar ainda, hehe.

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Resumindo: não tenho nenhum contrato com a Bazaar! Quando eu quero: mando pautas, se elas curtem, eu escrevo e é publicada. Easy going. Mas já amo e sou super feliz!

No início do ano eu fiz o curso de Consultoria de Estilo, não sabia se ia seguir carreira, mas na metade me apaixonei e decidi que vou sim! Tô já trabalhando, amando, tenho cliente, e sou completamente enlouquecida pelo jeito com que eu trabalho com moda: escrevo o que eu quero, o que acredito, pra onde eu quero (muitos! eba!), faço posts que amo aqui no MTDF, tenho clientes musas que ajudo a ir viver e se preocupar menos com o guarda roupa (porque faço tudo combinar e ornar entre si) e ensino pra elas a descobrirem o próprio estilo – e nada é mais libertador que isso! Faço meu horário, consigo trabalhar da Holanda, eventualmente, e faço absolutamente e somente coisas que gosto.

Claro, ainda quero muita coisa (quem não quer tá morto!). Quero escrever ainda mais, pra mais lugares (amo, gente, é tipo minha cachaça, haha), quero ter mais clientes (não só de consultoria, mas também de personal shopper, por exemplo). Quero que o blog cresça ainda mais (mas ele já é maior que um dia eu já imaginei e me faz mega feliz!) e eu entendi que meu destino é fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Não adianta eu querer fazer uma só coisa porque, sozinho, nada me faz feliz. Gosto de complementar. Entender como eu funciono foi a coisa mais importante pra eu ser feliz no trabalho, juro! Entendi que eu AAAMMMOOOO ser dona do meu tempo, ser minha chefe e, mesmo com todos os riscos que isso proporciona, (não tenho salário fixo, né?!) eu  realmente me realizo assim!

Várias coisas aleatórias pra terminar o texto:

1- Não é nada fácil mudar de trabalho. Eu ganhava super grana fazendo cinema no Rio e, de repente, não tinha dinheiro pra nada. Foi muito foda, eu chorei muito, fiz muito drama, me senti o cocô do cavalo do bandido. Sabe deus como meus amigos e Rapha me aguentaram! Hahahaha. Mas eu só consegui mudar mesmo porque eu preferia passar fome a voltar pra cinema, deixei chegar num nível horroroso que não desejo pra ninguém. Preferia ter que pedir dinheiro pro meu pai (não precisou e eu ia morrer, mas faria!) a continuar como eu estava! Quem tiver mais inteligência emocional que eu, recomendo uma transição mais branda, mas eu só funciono assim, só percebo que odeio quando não suporto mais ¬¬

2- O melhor jeito de saber ‘o que fazer agora’ é: se conhecer. É brega, é cafona, mas só você vai ter essa resposta, lá dentro. É aquela voz que você insiste em não ouvir. Recomendo ler ‘Como encontrar o trabalho da sua vida’ da School of Life. É super ótimo. Eu li já tava decidida, quem me ajudou mesmo foi a terapia (que tive que largar quando a coisa apertou $$$). Mas é isso, autoconhecimento é a chave de tudo na nossa vida, tudo, tudo, tudo. E é um caminho sem fim, quando mais se conhece mais tem pra conhecer! :))

3- Ao lado do fantástico mundo dos sonhos é bom olhar a realidade. Eu me esforcei MUITO pra trabalhar em revista, pedi pra todo mundo, mandei currículo por email, impresso, mandei texto.. sabe deus o que eu não fiz! Mas, uma hora eu percebi que talvez eu não fosse ser feliz em uma redação o dia todo.. entendi que eu talvez fosse mais feliz colaborando eventualmente. E, por isso, fui fazer o curso de Consultoria. Falo de olhar o mercado porque trabalhar em revista é duro, trabalha pra caramba, não fica rica e eu não tava afim desse esquema.. Resumindo: não adianta ficar que nem um burro com cabresto andando pra um lugar sem se questionar todo dia se é isso mesmo. (como eu costumava fazer, hahaha).

4- Não adianta mandar currículo por email, escrito ATT no fim e achar que vão te ligar implorando pra você ir trabalhar na empresa no dia seguinte. Quem não tem cara de pau não chega a lugar algum. E quem não tá disposta a trabalhar muito também não.

5- Pessoas que te indiquem são fundamentais! Mas todo mundo que me ajudou profissionalmente na vida foram pessoas que conheci no mercado. Meu pai é médico, minha mãe já faleceu e ninguém da minha família faz nada relacionado a cinema ou moda. Muita gente me indicou, me deu chances, acreditou em mim (e sou muito agradecida a elas, ser ingrata é o pior defeito do mundo!) mas nada disso rolou porque eu sou filha de alguém famoso, alguém que conhece alguém, sei lá. Tudo sangue, suor e lágrimas minhas. E, de novo, sou muito dedicada, faço valer a indicação.

6- Fiz muuuitos cursos, gente. Milhares. Rapha fala que eu sou viciada em fazer curso, hahaha. Agora dei uma parada pra concentrar em trabalhar, né?! Hehe. Lembrando que tem muito curso de graça, muito jeito de se aproximar de quem você admira ou com quem você quer trabalhar. Com rede social basta seguir a pessoa, fazer comentários INTERESSANTES, se apresentar, enfim, ficar próxima!

Tá, ufa, acho que consegui fazer o post que tanto me pedem e eu sempre adio (a verdade é que vocês pedem vídeo mas eu tô preguiçosa. aliás, se alguma leitora quiser editar os vídeos do blog eu to contratando! mail me: mingautadefolga@gmail.com) <3

Tentei ser o mais honesta possível, qualquer dúvida deixa aí que eu respondo! Beijos e sorte pra gente!

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