Eu Amo Livro: Faça Acontecer – Mulheres, Trabalho e a Vontade de Liderar

Existem alguns livros na vida da gente que são divisores de água. Eu tenho muitos (e aos poucos vou mostrando aqui), mas esse é o mais recente! “Faça Acontecer: Mulheres, Trabalho e a Vontade de Liderar” é justamente o que eu estava precisando ler desde que virei mãe e caiu como uma luva na minha vida! Eu sempre leio, qualquer livro, com etiquetas do lado pra ir marcando as partes que eu gosto e que, eventualmente, eu vou querer voltar. Nesse livro eu coloquei exatos 17 stickers, é um recorde! Posso dizer sem dúvida que hoje sou devota de Santo Antônio e de Sheryl Sandberg, hahaha.

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faça acontecer- mulheres, trabalho e a vontade de liderar 4Miguel, no dia dessa foto, tava num dengo só! Não sossegou enquanto não veio pro colo fazer as fotos comigo! <3

Breve resumo: desde que Miguel nasceu eu fico com muita vontade de voltar pra minha vida profissional, pras minhas clientes, mas vivo num eterno dilema. Se trabalho fico culpada, se não trabalho fico angustiada. Juro: tudo se resolveu depois que descobri Sheryl Sandberg. Entendi tudo, me resolvi e achei o meu equilíbrio nessa equação maluca da vida. O mundo massacra as mulheres, mas é na maternidade que o machismo chega dando voadora e enterrando a gente, não podemos deixar! Nenhum neném é filho de chocadeira, a gente não tem obrigação de, sozinhas, cuidar de tudo, suprir todas as necessidades dos filhos. Dá sim, pra trabalhar, desejar uma carreira de sucesso (e correr atrás!) e ser uma mãe incrível. O que não dá é pra fazer isso tudo e ser responsável sozinha por um bebê e por uma casa. Aí, realmente, só mulher maravilha – coisa que não somos e não seremos.

Tudo começou com o TED que eu assisti da moçoila, minha nova heroína, hahaha. Ela é atual COO do Facebook, feminista e no TED ela fala sobre a discrepância que há no mercado de trabalho: por que temos tão poucas líderes? De 190 chefes de estado, 9 são mulheres; apenas 15% dos cargos executivos no mundo corporativo pertencem às mulheres. É muito pouco, é um absurdo de pouco! Sheryl diz que ‘um mundo de fato igualitários seria aquele onde as mulheres comandassem metade dos países e das empresas e os homens dirigissem metade dos lares.”. Eu não poderia concordar mais!

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Vou elencar (pra ser menos prolixa) o que eu mais gosto no livro e eu recomendo, de verdade, que todas as mulheres que tão aqui, lendo o blog, leiam esse livro. Principalmente quem já é mãe ou vai ser em breve!

• Sheryl propõe ações que façam com que a gente mude nós mesmas, de dentro pra fora, e consiga também incentivar e ajudar outras mulheres. Ao contrário de muito movimento feminista que quer começar mudando ‘o sistema’, ela propõe que a gente mude o mundo por nós mesmas. Amo essa linha de pensamento porque trás o impossível pra perto, torna viável, deixa de ser utopia.

• Ela não desqualifica as mulheres que decidem ficar em casa com os filhos e nem ignora que nem todas as mulheres vão querer ser líderes. Mas ela questiona: será que tantas mulheres assim queriam mesmo abandonar a carreira? Ou será que a gente vive num sistema que faz com que as mulheres desistam? E mais: a maioria das mulheres não vai poder parar de trabalhar, por que então desistir de crescer? De ter ambição? De ser líder? Por que desejar sucesso profissional é mal visto nas mulheres?

• Sheryl se organizou para que ela consiga sair do escritório as 17h30, sendo assim, ela janta e coloca os filhos para dormir quase todos os dias. Óbvio que ela não para de trabalhar esse horário e continua em home office depois que os filhos dormem, mas ela mostra que, sim, é possível repensar horários e formas de trabalhar. Cabe a cada uma (e também aos homens legais) repensarem o formato de trabalho das empresas. Quanto mais mulheres líderes, mais isso vai ser possível. [e outra: quantos homens você conhece que ouvem a pergunta “como você administra vida profissional e filhos?”. Não conheço nenhum, mas 100% das mulheres são obrigada a responder essa pergunta o dia todo, todos os dias. Só isso, por si só, já enche as mulheres de culpa e dúvidas. E não, filho não é mais da mãe do que do pai.].

• Ela foi a fundo no estudo, trouxe pesquisas conceituadas, fatos, números e vai no cerne das questões que a gente encontra (dentro da gente mesma, porém, plantado pela sociedade machista) para desistir! É bizarro, a gente se reconhece em cada linha!

• E, sobretudo: faça dos maridos um companheiro de verdade. Incentive que ele divida as funções (casa e filhos) igualmente. Temos que parar com esse discurso ‘ah, mas mãe é mãe’… mãe é mãe e pai é pai. É claro que quando o bebê é muito pequeno a mãe é insubstituível, mas isso é um período muito pequeno da vida. Se realmente tivermos igualdade de gêneros, podemos, sim, ter um marido que fica em casa com os filhos. Nem tô falando deles pararem de trabalhar – o que também é possível e super legal – mas estamos falando de homens que levem os filhos ao médico sozinhos, que assumam dever de casa, troquem fralda, se preocupem com a comida, que dividam as tarefas domésticas, enfim, que tenham as mesmas responsabilidades que a gente. É possível. <3

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