Eu Amo Ser Mãe

Toda mãe normal ama o filho, fim de papo. E ama muito, um amor de bicho, louco, que dá até medo de tão gigante que é. Quando filho nasce dá medo de morrer, medo de que o filhotinho tenha qualquer mínima dor-problema-doença, um medo quase paralisante. Quase porque não dá tempo de paralisar, haha. Filho é um coração sem proteção correndo pelo mundo, é pras fortes. Mas amar a maternidade… é diferente. Completamente diferente. E hoje eu me dei conta que eu amo e amo muito. Não vão ser todas as mães que amam a maternidade e ó, tudo bem! 🙂

Amo fazer a comida do Miguel, aliás, esse é um dos meus hobbies do momento. Penso em cada ingrediente, capricho nos temperos (porque ele ainda não come sal), faço supermercado feliz da vida e escolho sempre sabores bem diferentes. E é bom frisar que eu sempre odiei cozinhar e antes do Miguel eu não ia a cozinha nem ferver uma água.

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Confesso: eu odiava colocar Miguel pra dormir, mesmo tendo colocado ele pra dormir 99% das vezes. Odiava porque ele demorava um século e eu ia perdendo a paciência e a coluna. E era todo dia igual, todas as sonecas, quase pirei. Mas, mesmo assim, eu já amava ser mãe. Hoje tudo melhorou demaaaaais e eu AMO colocar Miguel pra dormir, raríssimo abrir mãe e pedir ajuda pro marido. Hoje, depois que ele dormiu, fiquei abraçadinha com ele, bochecha com bochecha pensando ‘caralho, essa é A melhor sensação do mundo!’. Adoooooro dar a comidinha, mas me irrito profundamente quando ele resolve cuspir a comida, por exemplo. Acho que uma coisa não elimina a outra… eu não amo menos a maternidade, eu sou só humana, gente normal que também fica cansada e se irrita. Não sou mãe super herói, não quero ser, não acho saudável. Tem uma penca de coisas que faço com excelência (cadê modéstia? Haha) e outras tantas que não curto. E-tud0-bem.

Ao contrário de muita gente que conheço, eu não consigo dizer a frase ‘ser mãe é o que faço de melhor’. Não consigo porque tenho, sim, muita dificuldade, não foi um negócio moleza pra mim. Não sei lidar direito com recém nascidos, acho difícil, não sei lidar muito bem com um bebê que não reage a mim. Gosto de interação e pra mim tudo mudou depois que Miguel fez 6 meses. Não me entendam mal, não era ruim antes disso, não era meeeesmo, mas depois dos 6 meses virou A-PARADA-MAIS-LEGAL-DO-PLANETA. Assim. Em caps. <3

E hoje (só hoje!!!) me bateu racionalmente ‘eu amo ser mãe, não sei se é o que eu faço de melhor no mundo, mas eu adoro, acho sensacional, adoro passar férias que incluam muuuuitos programas infantis, amo viver o mundo paralelo das mães e seus problemas únicos, amo.’. Nem no auge do perrengue eu cogito a vida diferente. Nem no auge do perrengue eu penso em não ter mais filhos. Nunca. Nem quando vejo que meu peito caiu um pouco (e cai, mesmo, paciência), nem quando eu percebo que minha vida ficou enlouquecedoramente mais difícil, mais engessada. Eu amo casa cheia, eu amo casa bagunçada, eu amo supermercado de casa de família, amo jantar em cassa todo dia porque meu mini-me tá no quarto dormindo.

Ser mãe pode não ser o que eu faço de melhor (vai saber…) mas é o que me faz mais feliz e o que eu faço com mais amor há um ano e um mês.

 

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