Adaptação Escolar

Miguel tá com 1 ano e 3 meses (quase 4, vai) e essa foi a semana da adaptação escolar. Eu falei bastante disso já no instagram (segue lá @thaisfarage) e no snapchat (faragethais). Mesmo assim, eu achei legal fazer um post por aqui porque consigo contar direito e dar as informações completas.

Pra começar, decidimos colocar Miguel na escola não por necessidade, ele tem babá e poderia continuar em casa como já está, mas optamos pela escola porque a gente acredita que essa é a melhor opção para ele agora. Meus amigos próximos não tem filhos, Miguel convive com pouquíssimas crianças da idade dele e acaba ficando super entediado ao longo do dia. Não moramos perto de parques, nosso apto é pequeno, não tem lazer e não há cristo na terra que tenha tanta criatividade para entreter um menino cheio de energia por 14 horas por dia. É enlouquecedor pra gente e para ele, coitado! Por isso, ele foi para a escola no início desse ano.

Escolhemos a escola dele (que não vamos contar qual é por motivo de segurança) baseado no que é a nossa família e no que a gente acredita: é uma escola construtivista (de verdade) bem inclusiva (não tem só criança branca, classe média). Essa coisa de só conviver com pessoas iguais a você me irrita muito, me incomoda e sempre, sempre, sempre foi uma questão aqui em casa. Essa era minha maior preocupação com a escola. E, so far so good. Claro que só o tempo vai dizer se a escola é mesmo inclusiva, se a educação é mesmo voltada para formar cidadãos sem preconceitos e também preocupados com o outro… mas, por enquanto, tá tudo ótimo. Também precisávamos de uma escola menos careta (porque não somos caretas), mas que também não fosse vegana e waldorf, porque aqui em casa se come carne e vemos tv. Acho importante não forcar a barra pra criança se enfiar em uma escola que não faz sentido pra vida que ela leva do lado de fora, acho que as coisas precisam ser complementares. Mas essa é só minha opinião, não sou pedagoga e não sei falar disso com propriedade.

Sobre a adaptação escolar em si:

No primeiro dia ele foi comigo e com o Rapha, nós ficamos lá por 2 horas (poderia ser só um dos pais mas quisemos ir os dois, haha), um tempo por perto e depois um tempo mais afastados. Bom, ele chegou, foi pro colo da professora e fim. Nunca mais olhou pra trás, nunca mais pediu pra ver a gente, hahahaha. Ele ficou longe da gente por uma hora e não chorou, não estranhou, nada.

No dia seguinte ele já ficou mais tempo e mais tempo longe do Rapha (que foi sozinho). Também foi ótimo, não sentiu falta e fim. No terceiro dia eu levei sozinha e, assim que ele chegou e foi brincar, a professora me falou que eu podia ir tomar um café ou esperar na biblioteca. Avisei pro Miguel que eu ia de perto dele mas que voltava e que se ele sentisse minha falta era só falar pra professora que eu estava logo ali do lado. Nada. Ficou ótimo. No quarto dia o Rapha levou, deixou no parquinho e foi embora. Eu cheguei para buscá-lo as 11h, pro caso dele se cansar e sentir nossa falta, mas ele só saiu mesmo 11h45 sem nem querer ir embora, hahaha.

Hoje, quinto dia, enquanto eu escrevo esse texto, ele tá lá na escola, feliz da vida. Rapha foi levar de manhã e eu vou buscar ao meio dia, hoje ele está cumprindo o horário completo, sozinho, como vai ser daqui pra frente. Zero drama.

Ou seja, não sei dar conselhos, não sei falar nada porque aqui foi facílimo hahaha. Miguel é muito sociável, muito independente então, realmente, não teve drama.

Já eu… choreeeeeeeeeei todos os dias da semana passada antes de começar a adaptação. Chorei na reunião com a coordenadora, chorei falando com o Rapha, chorei com os amigos, só não chorei com Miguel, com ele eu falei que ia ser super legal e que ele ia amar. Deixei pra comprar todo o material de última hora, quase um processo de negação. É muito difícil ver o filho indo pro mundo, gente. Eu não quero ser a mãe que puxa o filho pra trás, me policio muito, mas a adaptação na escola é também uma adaptação pra família. Essa é a primeira vez que o Miguel vai para algum lugar que não me inclui, todo dia, 4 horas, é duro, hahaha. Mas, depois que vi ele lá, todo feliz, todo saltitante, amando brincar com as outras crianças, eu me acalmei. Ainda to muuuuito cansada, os horário de sono do Miguel ficaram todos bagunçados, tá bem cansativo esse início, mas eu acho que tá tudo bem e que a tendência é melhorar! <3

Bom, por enquanto é isso, eu volto depois pra contar como as coisas evoluíram. 🙂

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