Postal Service – Unanimidades

2016 ainda nem acabou, mas a gente já resolveu estreiar aqui a novidade do ano que vem: o postal service agora mora aqui no thaisfarage. Ele continua sendo um projeto meu e do Matheus Novaes [aka: meu melhor amigo] mas trouxemos pra cá pra facilitar. Ano que vem a gente vai fazer mais uma mudancinha de formato, mas vou deixar pra contar depois.

Esse é a última edição do ano, naturalmente, mas é também o nosso hors concours, aqui tem tudo que não falamos nas edições anteriores porque já era unanimidade pra nós dois. Não fazia sentido naquele momento, mas também não fazia sentido deixar o ano terminar sem falar das 5 melhores dicas do ano pra nós dois.

Segue então o mesmo esquema: primeiro textinho do Matheus e, embaixo, o meu.

Beyoncé – Lemonade

[matheus] No final de 2016 tentar dar motivos pra alguém pirar no Lemonade é chover no molhado, né? Tem que ouvir. TEM QUE ASSISTIR OS VÍDEOS. A melhor música pra mim é hold up (lógico, o ezra koenig do vampire weekend que escreveu). É o melhor vídeo também, é muito lindo ver uma mulher com um taco de baseball e um sorrisão no rosto quebrando o mundo com merecimento e espalhando felicidade pela vizinhança.
p.s.: Tem que ouvir o disco da Solange também, tá empatado de bom.

[thais] Existem milhões de motivos pra gente amar a Beyoncé, eu vou pular o feminismo negro (pq as minas negras que falam sobre isso, néam?!) e vou dizer que o que eu mais amo nela é como ela melhora, sem parar, como ela não se acomoda. Quando ela fez o álbum ‘beyoncé’ eu pensei: não dá pra ficar melhor que isso. Mas dava. Lemonade é, pra mim, melhor que tudo que veio antes e a melhor coisa de 2016. Minha música-clipe preferida? Sorry — acho mto simbólico porque tem várias piadas internas com o JayZ e eu amo o fato dela ser hoje mto maior que ele. <3
https://www.youtube.com/watch?v=QxsmWxxouIM

Chance the Rapper – Coloring Book

[matheus] Já amava o acid rap, achava positivo na medida certa, irresponsável, engraçadaço. Quando comecei a sacar que o Coloring Book ia ser gospel torci um pouco o nariz (tem alguma coisa aí dele e o Life of Pablo, dois dos melhores discos do ano, serem “gospel”). Mas me conquistou rapidinho, esses discos meio santo agostinho (Senhor, livrai-me das tentações, mas hoje não) sempre me agradam. E no fundo ele é um menino da vovó, acho isso bonito. E faz muita falta, num ano que foi meio merda pra tanta gente (kanye surtando, kid cudi depressivo, jay-z desaparecido hahaha) ver alguém fazendo rap simples, foda, caótico e divertido. Um dos meus momentos preferidos do ano foi ele tocando no programa da Ellen. É muito revigorante ver alguém demonstrando que tá feliz e grato pra caralho de ter chegado lá, em vez das caras de cu e cinismo da maioria.

[thais] Eu amo a vibe mais dançante, fazia mó falta no meu radinho esse disco aí. Sou capaz de cantar, sem parar, todo dia aqui em casa. [vale ouvir a mixtape dele de natal que tá no spotify!]

 

The Good Wife

[matheus] Eu acho que você pode falar melhor do que eu o quanto a Alicia é foda, né? Mas é, a Alicia é foda. A Kalinda é foda. A Diane é foda. O Eli Gold é um dos meus personagens preferidos de todos os tempos. Mas mesmo sem esse monte de personagem foda a série seria ótima por ter a coragem de pegar assuntos muito frescos e refletir de um jeito imparcial. Quase sempre o ciclo era: lia o assunto na wired, assistia no the good wife semanas depois, lia no jornalismo brasileiro dois anos depois. (E eu também gostava da parte novelão, final de ano não é hora de fingir he.)
[thais] The Good Wife tá aqui, nessa lista, porque eu só assisti a série esse ano, atrasadona. Aí fui me confessar com o Matheus dizendo que eu tava a-man-do, falei com vergonha e sabendo que ele não ia contar pra ninguém, mas não é que ele também amava? hahahaha. Falamos muito de TGW nesse ano, foi sensacional, nem tenho mais vergonha de colocar TGW na minha lista de melhores séries do mundo com Sopranos e The Wire. Só-deus-pode-me-julgar.
Pra justificar meu amor, eu poderia dizer que acho massa como eles lidam com o assuntos ‘gay-negro-feminismo-imigrante’, poderia dizer que é foda a contemporaneidade dos assuntos, mas é meio mentira. Eu acho isso massa, mas a verdade-verdadeira é que eu a-m-o a Alicia, amo a Kalinda, amo a Diane. Amo o novelão, amo os romances, amo as argumentações apressadas e mentirosas, hahaha. Amo, sobretudo, o mix carreira&maternidade da Alicia, falo mermo.

Frank Ocean – blond

[matheus] Esse demorou pra bater. Quando o disco saiu eu estava tão desgastado da espera que não consegui ouvir direito (sempre lembro do ‘Nunca fui tão iludida por um homem como fui pelo frank ocean’). Já tinha até aceitado que não ia gostar e respeitado o fato dele ter feito um disco corajoso, do jeito que ele queria e não do jeito que os fãs esperavam. Acho lindo um artista que não precisa se preocupar mais em agradar REALMENTE não se preocupando. Mas assim que aceitei isso fui ouvir de novo e bateu que foi uma maravilha. Expectativa estraga tudo mesmo. Fica a lição.
[thais] O disco que mais teve músicas bombando no meu spotify 2016… Sei que tava todo mundo na expectativa desse disco mas eu não tava, eu tava vivendo a vida e ‘solo’ caiu em cima da minha cabeça me matando de amor. Nunca mais larguei, <3.

Rap Genius

[matheus] Amamos. Gosto do Genius pra outros estilos também, mas o original, de Rap, rivaliza com o coletivo ‘pessoas que fazem legendas de série’ na competência e dedicação. Tem umas análises tão maravilhosas que eu passo a amar músicas que odiava, descubro referências fodas. Cinco minutos de rap genius e só anotando os samples e citações já teria um mês de música pra ouvir. E sempre saio me achando mais inteligente do que quando entrei. Por uma internet mais rap genius e menos facebook <3
[thais] Se tem um lugar onde eu me sinto branca e boba é nesse site, hahahaha, percebo que não sei naaaaada sobre as letras de rap que amo, que não entendo as piadas e que não dá mesmo pra ficar cantarolando feito gringa (que sou). É chegar disco/banda/música nova e lá vou eu pesquisar no rap genious. Aliás, vale passar por lá pra estudar o lemonade.

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