Amamentação em Livre Demanda

Todos os assuntos de maternidade me parecem mega polêmicos, fala sério! Hahaha, mas esse certamente também é. Sendo assim, já vou me defender dizendo que esse post mostra como eu enxergo (e faço) a livre demanda. Não sei se tem um jeito certo, com regras e tal… mas hoje o post é sobre o que eu acredito e o que funciona pra mim. 🙂

Miguel lindinho, só no mamá. <3

Pra começar, o que é livre demanda?

Amamentar por livre demanda é deixar o neném mamar toda vez que ele sentir fome. Ou ainda “Livre demanda é dar o peito sempre que o bebê tiver fome, o que não significa que todas as vezes que ele chora, ele está com fome. Pode estar precisando apenas de colo, de contato físico e o peito pode ser oferecido como conforto para essas situações também. Livre demanda é amamentar sempre que o bebê e/ou a mãe tiverem vontade.”.  Tirei esse trecho daqui.

Pois é, o perigo mora no ‘dar o peito sempre que o bebê tiver fome’. De maneira geral, as pessoas pensam que livre demanda é dar o peito sempre que o neném reclamar/chorar/resmungar e não é isso, necessariamente. Não tem nenhum problema resolver todas as chateações do neném com a amamentação (pelo menos eu li que não tem, haha), mas isso não significa que TENHA que ser assim. O ideal na livre demanda é, inclusive, amamentar antes do neném chorar, quando ele demostra que tá com fome mas ainda não tá histérico – sempre penso que isso funciona maravilhosamente bem de dia, né? De noite quem é que acorda antes do choro?

Sei que quando eu estava grávida eu tinha PÂNICO da livre demanda porque convivi com pessoas que davam o peito 24 horas por dia e que, mais velhos, os filhos nem pediam, já vinham arrancando a roupa da mãe. Acho super ótimo e tranquilo pra quem curte essa vida, hehe, mas eu não curto. Foi muito libertador pra mim quando em uma palestra de um pediatra humanizado ele disse que a livre demanda é para neném mas também para a mãe, ou seja, ela também tem o direito de querer ou não. Aí, nesse minuto, eu topei a livre demanda! Claro que um recém nascido tem necessidades maiores e mais urgentes, então é óbvio que a gente fica total disponível, não tem outro jeito. Mas a idéia é que, quando o neném vai crescendo, você consiga ter algum direito na hora das mamadas, hahaha.

Pra terminar, eu queria dizer que sim, que eu acho muito/mega/master importante o bem estar da mãe. Acho que, de maneira geral, a mulher é muito negligenciada no pós parto, tanto pelo mundo quanto por ela mesma. Alguém colocou na cabeça da gente que mãe boa é mãe que se doa 100%, que não pensa nela, que pensa só nos filhos e, desculpa, mas não concordo. Pra mim, família feliz é aquela onde todo mundo está bem, tem as suas necessidades atendidas e consegue ser também indivíduo. Sem negligenciar ninguém, sem sufocar ninguém. Conheço uma tonelada de mulheres que fazem da maternidade um calvário, só faltam dar chicotada nas costas, e acham que tão arrasando. Pra mim, na minha vida, não rola. Tenho certeza que Miguel é mais feliz se eu sou feliz também, sem culpa.

Resumindo, aqui em casa rola livre demanda, sim. Miguel mama quando quer, pelo tempo que quer, mas, quando eu sei que ele não tá com fome (e eu sei) e meu peito tá super doído eu dou uma enrolada sim, sem culpa. Quando ele já mamou por duas horas e não conseguiu ainda dormir e tá no peito só enrolando eu tiro e faço ele dormir de outro jeito. Acho, sim, que a amamentação não é só alimento físico… mas acho que há também mil outros jeitos de se relacionar com seu recém nascido. Miguel fica entediado, (juro! hahahaha) aí a gente passeia de sling, por exemplo. Aproveito o banho quentinho, a massagem, o colinho, tudo isso sem precisar resolver tudo no peito. PRA MIM funciona e nós dois estamos super felizes (e ele uma bolinha, hehe).

Acho que maternidade legal é isso: cada um acha o seu caminho e ninguém julga ou condena. <3

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