Aula de Spinning

Ontem, depois de muitos séculos, voltei para a aula de spinning. Antes de começar a descrever o sofrimento eu vou te contextualizar: eu malhei durante os 6 anos que morei no Rio de Janeiro, fiz milhares de aulas de spinning e, antes de mudar para São Paulo, eu me achava. Achava, não. Eu tinha certeza. Eu arrasava, meu condicionamento físico era de causar inveja e até duas aulas seguidas de spinning eu era capaz. Ok. Isso até 2011.

Pois bem,  há quase 2 meses eu voltei para a academia e ontem já estava acreditando piamente na memória muscular. Afinal de contas, eu já aumentei o peso no leg press e consigo intercalar 3 minutos de corrida com 3 minutos de caminhada por 40 minutos. (pausa para me justificar para você que é mega atleta e corre 21 km – oi tia michele! – eu sempre fui péssima de corrida e agora sou  um fiasco total!). Pensei “Acho que já estou pronta para voltar para o spinning!”.

Se você não está familiarizado com o mundo da academia, eu te digo: spinning é um tipo de tortura medieval permitido pelo governo e aceito pela sociedade. Uma música – ruim – super alta, luzes de boate, uma bicicleta e um moço que grita-sem-parar-na-nossa-cabeça. Aumenta carga, diminui carga, pedala com velocidade e aí já pedala com força… E o mocinho instrutor GRITA SEM PARAR.

Nos primeiros minutos você acha que vai arrasar, dá tudo de si, pedala com força, aumenta a carga sem regular mixaria e em 10  minutos eu tive certeza que morreria ali. Não sei se pela música, pelos gritos, a luz, tudo estava muito confuso!

Mas quem me conhece sabe: eu não arrego. Pensei ‘vou morrer, ok, mas com dignidade, sem dar baixaria’. Portanto, segui pedalando em silêncio e rezando apenas para que, se fosse para desmaiar, que fosse logo. Não desmaiei. Não morri.

Parei de sentir as minhas pernas com 15 minutos de aula (que dura 45m), achei que ia vomitar com 20m e perdi a conta das vezes que fingi fazer força para ‘subir a ladeira’ – imaginária, claro – enquanto, na verdade, estava sem nenhuma carga, só mesmo dando show de interpretação.

Enfim, no final da aula eu tomei um tombinho na escada (não tava sentindo as pernas, lembra?) mas ninguém viu. Hahahaha. E cheguei em casa e dormi o sono mais profundo de toda a minha vida. Tudo isso pra dizer que hoje eu não consigo pensar nem em moda, nem em beleza e nem em academia. 🙂

0 comentário em “Aula de Spinning”

  1. Hoje foi minha primeira aula e fui lá achei que estava arrasando mais quando definitivamente começou eu não consegui subir só aguente 30 minutos e quando sai da sala desmaiei bem no meio da academia, que vergonha todos os instrutores tentando me acordar, mais a vida que segue sexta tô lá de novo.

  2. Leticia Brito

    hahahahaha to morrendo aqui! tá muito engraçado esse texto!!! e puts, me identifiquei total! a minha professora me chamava de “atriz global”, pq ela sabia q metade do tempo da aula eu fingia descaradamente q aumentava e diminuía a carga, rs.
    Mas a gente ria juntas, pq ela é um amor! PQP, q exercício DEMENTE!!! Mas esse treco vicia, quando vc se supera, é impressionante!
    Depois de uns 3 meses fingindo e morrendo eu consegui fazer a aula direitinho e a prof me pagou um lanche, kkkkk.
    Depois eu larguei. Mas agora fiquei com vontade de voltar…será q eu q sou demente? hehehehe

  3. Ahahahahha adorei! É desse jeito mesmo! Academia é vicio mesmo, estou desse jeito, durante a semana não aceito convite algum (só vou depois da academia ou hoje saio da academia as 21h não vai dar, sorry). Minha intenção é queimar gordura da perna, comecei spinning em maio desse ano, a primeira aula nesse estilo música ruim, alta e grito aos 20min pedi para sair. E sai de cabeça erguida, perna bamba e bufante. Já na segunda aula, mudei de professor e não parei mais, até sábado de manha tenho ido. Ele coloca musicas mais legais, pop rock e funck. Teve até aula especial funks antigos rsrsrssrsrs. Ah, e agora comprei uma bicicleta, vou a academia pedalando, pode!? Faço aula fé spinning sofrendo que ainda tenho que voltar pra casa.

  4. muito bom esse relato! morri de rir aqui. E juro que to me inspirando nos seus posts de academia e quase levantando a bunda e indo la malhar. Mas digna de meia preta abaixada, viu?

    1. Thais Farage

      Menina, academia é um vício. Eu juro. Quando me chamam pra fazer alguma coisa a noite eu já fico pensando “droga, vou ter que matar a academia.”. Hahaha. É um saco, mas é um vício. Não sei explicar. E eu, na verdade, me viciei porque era assistente de arte, né? Sets intermináveis, carregando móvel pra cima e pra baixo… só parei de ter dor nas costas malhando! 🙂

  5. Hahahaha “spinning é um tipo de tortura medieval permitido pelo governo e aceito pela sociedade”, foi ótimo! Menina, eu sou viciada em spinning. Só não faço todo dia porque acho que vai atrapalhar meu ganho de massa, mas não consigo ficar sem. Eu já experimentei aula com vários professores e acho que isso é que faz toda a diferença: música, luzes e gritos. Eu acertei com uma professora e não largo mais. Você já fez kangoo? Vai morrer então! hahaha
    Beijos!
    Carol

    1. Thais Farage

      Pelo amoooor! O que é tal de Kangoo? Nunca ouvi falar, minha academia não oferece! Hahahahahah

      Eu fico viciada em spinnig (assim que consigo fazer, claro!). Detesto correr então faço spinning mas tinha esquecido de como era sofrido.

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