Era uma vez uma peça encalhada

Maíra Gea para Farage Inc
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Não é difícil identificar uma peça encalhada quando observamos o interior de um guarda-roupas. Elas normalmente se encontram afastadas, num cantinho recluso, dependuradas lá no final da fila ou dobradas e escondidas numa gaveta. É aquilo, né? “Não vejo, logo não sinto culpa por não usá-la”.

No entanto, essa não é a melhor das formas de lidar com um item que ficou de lado, pois esconder o problema só irá prolongá-lo. Sendo assim, o post de hoje te ajudará a compreender o que leva uma peça a ficar encalhada e como você pode resgatá-la do limbo do esquecimento que existe dentro do seu armário.

A PEÇA ENCALHADA, O INÍCIO.

Peças encalhadas, geralmente, são resultados de compras feitas no calor da emoção, presentes não trocados ou de uma vontade repentina de inserir algo novo em nosso estilo. Existem também aqueles itens que estão guardados esperando uma ocasião especial surgir, só que eles já ganharam um post exclusivo aqui no Farage Inc.

As histórias são várias, mas os motivos que fazem uma roupa cair no esquecimento são quase sempre os mesmos: ela não combina com nossa personalidade, não coordena com as peças que já possuímos ou nos deixa inseguras de alguma forma. 

“Vou colocar você aqui nesse cantinho, depois eu vejo como te usarei”, assim pensamos. E lá a nossa roupa permanece pelos próximos meses. A cada novo item que entra em nosso armário, ela pula mais uma casa rumo ao bonde das rejeitadas.

DANDO OS PRIMEIROS PASSOS

Ter um olhar mais crítico, observador e fiel à nossa essência na hora das compras é uma das formas de quebrar este ciclo. Trocar as roupas que ganhamos de presente e não gostamos, embora seja algo difícil de fazer, também é importante. Dessa forma, evitamos que fortíssimas candidatas ao posto de peça encalhada se infiltrem em nosso armário. 

Com relação às peças que já caíram no limbo do esquecimento, a solução para elas é simples: coloque todas em movimento. Tente usá-las, desapegue ou use como decoração (se esse item tiver valor emocional para você), como a Thais já ensinou por aqui. 

DRIBLE SEU CÉREBRO E AS OPINIÕES QUE TE FAZEM MAL

Tentar usar uma peça encalhada antes de bater o martelo do desapego é a dica que eu deixo para você. Não desista tão fácil daquela roupa que está lá no final do cabideiro, pois existe a possibilidade de você não conseguir usá-la por medo de sair da sua zona de conforto ou por pressão social. 

Depois que caímos na rotina de usar sempre as mesmas peças, é necessário fazer um esforço muito maior para inserir uma novidade no look do dia. Nosso cérebro tende a ser preguiçoso e se apegar naquilo que sempre deu certo, pois precisa economizar energia e evitar o estresse. (Essa é a nossa herança de uma época primitiva, onde nós tínhamos que, basicamente, procurar comida e fugir de predadores o dia todo).

Sobre a pressão social, lembre-se que estilo é muito mais que um look harmônico. Estilo é comunicação e personalidade, é você se mostrando para o mundo e deixando as roupas contarem a sua história. Deste modo, ninguém, a não ser você, tem o direito de opinar sobre o que você deve ou não vestir, certo?

Amém, Ru.

SAINDO DA ZONA DE CONFORTO SEM PERDER SEU BEM-ESTAR

É difícil, mas não impossível. Só que para exemplificar isso eu terei que te contar a história da minha peça encalhada. 

Há algum tempo eu ganhei uma blusa de frio cheia de brilho. Uma peça linda, confortável e com um potencial criativo que eu nunca conseguia aproveitar. Por falta de possibilidades, eu não tive escolha a não ser enviá-la para o final do trenzinho do amor.   

Eis a belezinha:

Acontece que recentemente eu precisei ir ao mercado e não havia nenhuma blusa de frio limpa, a não ser essa. De início eu tentei me enrolar num cachecol para não sentir frio, mas acabei cedendo e colocando a tal blusa. Afinal, eu só iria ali, não é grande coisa.

E assim eu fui. Um pouco cismada no começo, confesso, mas depois me esqueci completamente do motivo que me fez não usá-la por tanto tempo. A experiência foi tão agradável que hoje ela se encontra no camarote do meu armário. (Olha aí os humilhados sendo exaltados).

Quando conseguimos suprimir o medo do julgamento, o que fica é a vontade de usar aquela peça diferente, e talvez você possa tentar usar isso a seu favor. 

Comece a usar as suas peças encalhadas em locais em que você não se sinta pressionada ou insegura. Depois que estiver mais confiante, dê o segundo passo e tente ir um pouquinho mais além. Vá incorporando essa peça no seu dia a dia em doses homeopáticas até conseguir usá-la em outros lugares, como no trabalho, por exemplo.

CASO NÃO CONSIGA DESENCALHAR A PEÇA, É HORA DE DESAPEGAR.

Não caia na armadilha do “algum dia eu usarei isso”. Algum dia, depois de certo tempo, vira nunca. E nem sou eu que digo isso, é a mestra das arrumações Marie Kondo. 

Portanto, venda, doe, troque, mas limpe o limbo do esquecimento. Assim, você conseguirá abrir espaço no seu armário para uma peça que realmente tenha o borogodó que te representa. 

Viu que não há motivo para ficar aflita ou culpada por causa das esquecidas do cabideiro? Com paciência e jeitinho você transformará seu guarda-roupas num oásis de possibilidades. 😉

6 comentários em “Era uma vez uma peça encalhada”

  1. Thaísa dias

    Eu amei muito a matéria !
    Achei incrível !
    Na verdade tudo que a Maíra gea escreve faz tocar no coração rs rs rs
    👏🏻🙏🏻❤️
    Parabéns pela matéria incrível 👏🏻

  2. coisa boa é renovar o guarda-roupa com as próprias roupas! esse exercício de tentar usar antes de desapegar da peça é algo que eu tenho tentado frequentemente e tem me ajudado muito a descobrir maneiras de usar pra peças que nunca pensei antes. amei as dicas! ❤

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