Eu Amo Livro: A Garota Da Banda – Kim Gordon

Antes de começar a falar sobre o livro “A Garota da Banda”, eu preciso me desculpar pela distração: eu esqueci dessa sessão, gente. Andei lendo pra caramba e esqueci total de atualizar aqui. Vou tentar manter mais em dia as minhas ~resenhas~ (se é que posso chamar assim, hehe) mas pra quem ficar mais curioso, lá no instagram eu sempre mostro o que tenho lido (@thaisfarage).

a garota da banda 2

Bom, vamos ao livro! Vou começar dizendo que eu amo a Kim Gordon (ela é, entre muitas coisas, baixista e vocalista do Sonic Youth), eu queria ser ela na adolescência e devo dizer que ainda acho ela uma das mulheres mais interessantes do mundo. Ou seja, é óbvio que eu amei o “A Garota da Banda”, haha. Eu acho o título ruim, mesmo tendo lido a explicação, acho que eu deveria ter lido o livro em inglês porque em português muitas nuances se perdem (é inevitável), mas, mesmo assim, eu amei, amei, amei. Comecei chorando na primeira página e terminei soluçando na última.

No livro ela conta sobre a família, a infância, o irmão com esquizofrenia, a adolescência em LA e segue para a vida adulta, a mudança pra NY, o mundo da arte e como ela começou a tocar. Ela fala muuuuito da vida dela com o Thurston Moore (outro gênio, também do Sonic Youth e marido dela por séculos). Ela fala, claro, da separação horrorosa, mas fala muito mais de como era a vida com ele. Confesso que eu passei a amá-lo um pouco menos desde que eu li a entrevista dela na Elle sobre a separação e já fui pro livro preparada pra ser #teamgordon hahahaha, mas não é isso que importa de verdade. Sobre a separação, o que eu acho mais bonito é como ela se despe, mostra como quase morreu. Dói na gente. É muito humana, é muito linda.

Mas o mais legal do livro não é nada disso, o mais legal é ela contando dos projetos dela, das amigas, das mulheres que ela admira, do que ela pensa sobre o mundo, sobre maternidade, sobre Kurt Cobain/Courtney Love, sobre os show mais legais, o que ela pensava em cada música, os livros que ela leu… é mega empolgante.

Recomendo super! Dá até tristeza pensar em ler outros livros depois de terminar esse, fiquei tão apegada, é uma conversa muito intensa com a Thais adolescente, com a Thais que eu fui e ainda sou. Amei.

Separei uma partezinha que eu amo pra transcrever aqui! 😀  “Talvez para um artista é isso que o palco se torna: um espaço que você pode encher com o que não pode ser expresso ou obtido em qualquer outro lugar. No palco, já me disseram, eu sou opaca ou misteriosa ou enigmática ou mesmo fria. Mas mais do que qualquer uma dessas coisas, eu sou extremamente tímida e sensível, como se eu pudesse sentir todas as emoções se agitando em um ambiente. E acredite quando eu digo que, uma vez que você ultrapassa essa minha personagem, não existem mais quaisquer defesas ali.”.

 UPDATE: link pra quem, como eu, curte rap e ficou curiosa com a playlist que ela montou para a Refinery 29 – segundo Kim, “Rap music is really good when you’re traumatized”. 😉 – Ouça aqui!

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