Glossário da Mãe Iniciante

[substituí o ‘diário de grávida’ dessa semana por um post mais animadinho porque eu, realmente, to total sem novidades, hahaha. Não queria fazer post chato! 😀 ].

Aí você engravida, fica feliz da vida com o teste de farmácia que eu positivo e vai fazer o exame de sangue só pra confirmar. É aí, meu amor, que o novo universo começa! O novo mundo já vem com um desafio: no exame não vem escrito ‘positivo’ ou ‘negativo’, ele vem com um número louco, super indecifrável pra quem tá em PÂNICO demais pra entender a matemática. E se prepara, porque é só o começo do cifrado mundo da maternidade!

Passado esse sufoco, você começa a entrar em fóruns de mammys no facebook e ler sites temáticos na internet, aí você descobre que tem um mundo inteirinho que você tava ignorando até hoje. Um mundo cheio de siglas, de nomes loucos, de métodos, de ciência e de tradição, um mundo que parece mais complexo que física quântica e que em, alguns momentos, eu me perguntava ‘será que eu devia ter feito um mestrado em pedagogia? Do que essas pessoas tão falando?!!?!??!?!’.

O post hoje, amiga, é pra você que também tá sofrida com as siglas e nomes, eu vou dividir com você o pouco que aprendi até agora. Mas não se iludam: ainda vamos chegar no momento de estudar (sim, estudar!!!) todos os métodos de ensino disponível – waldorf, contrutivismo, montessoriana, tradicional… #oremos, mas por enquanto é isso.

Ah! Tem alguma sigla/termo que você acha legal acrescentar? Me manda!! Eu também vou aumentando o glossário à medida que eu for aprendendo mais, hehe.

glossário de mãe

L.M – leite materno.

L.A – leite artificial (tipo NAN).

BLW – Baby-Led Weaning: é uma introdução alimentar que deixa o bebê ‘ir descobrindo os alimentos, cores e texturas’. ou seja, uma alternativa às papinhas, sopas e colheres. resumindo no glossário-thais-farage é deixar o neném comer com as mãos. Mais sobre BLW aqui.

IFF – Instituto Fernandes Figueira – fica no Rio de Janeiro e ajuda a galera com questões de amamentação, além disso, tem um super banco de leite.

GO – Ginecologista.

Parto Normal – parto onde o neném sai pela vagina mas há bastante interferência médica, como: anestesia, episiotomia (a ver no próximo vocábulo! hahaha), ocitocina (ver abaixo, haha) artificial, o parto é deitado. Falando a grosso modo é isso, dá pra ler mais sobre a diferença entre o parto normal e o parto humanizado.

Parto Humanizado – parto onde a mamãe e o bebê são protagonistas e tudo é feito de acordo com a vontade (e a necessidade) de cada mulher. De maneira geral, não há anestesia. Não tem ocitocina artificial, o parto pode ser em pé, na água, de cócoras, deitada, do jeito que a mulher se sentir melhor. Não tem episiotomia e o neném sai direto de você para… você! Haha. Ele fica no seu colinho por bastante tempo, não tem aquela ansiedade de sair pra pesar e medir, por exemplo. Há também uma super diferença no pediatra humanizado, mas aí eu vou deixar aqui o link pra vocês lerem porque não quero me estender no assunto, tá?! Ah! Cesárea (necessária!) também pode ser humanizada! :)))

Doula – É uma pessoa que vai te ajudar com o parto, normalmente natural humanizado. Ela não é a médica, nem a obstetriz (que faz as vezes de médica em partos domiciliares) mas é uma pessoa que estudou sobre o assunto e sabe os melhores exercícios, posições, tudo pra você ter um parto (e um pós parto) tranquilo – ela cuida da parte física e emocional. A doula passa muito mais tempo com você que a médica, pelo menos no dia do parto. Entenda melhor o que é e o que faz a doula.

Cesárea Eletiva – quando a pessoa agenda a cesárea sem necessidade, só pra não entrar em trabalho de parto. [loooooonge de mim ser contra a cesárea, hein? acho uma cirurgia incrível que salva vidas, mas, convenhamos, tem alguma coisa muito errada quando onúmero de cesáreas no Brasil é mais que o triplo do recomendado pela OMS].

Períneo – região entre a vagina e o ânus; onde é feito a episiotomia.

Episiotomia – corte feito no períneo, durante o parto normal, pra ajudar o bebê ‘a passar’. No parto humanizado os médicos acreditam que essa técnica é ultrapassada e não é mais utilizada. No lugar, é sugerido o Epi-no (ver abaixo) e, mesmo que haja laceração, é melhor que fazer o tal do corte antes mesmo de saber se vai precisar.

Epi-no – esse é muito difícil de explicar, mas é uma espécie de fisioterapia para preparar o corpo da mulher para a expulsão do bebê. É um jeito de evitar a laceração já que o corpo vai passando, progressivamente, por vários estágios de treino até completar a simulação total de um parto. Site do epi-no aqui e lá explica melhor.

Ocitocina – hormônio produzido naturalmente pelo nosso organismo e que faz as contrações acontecerem e o neném nascer. Resumindo a grosso modo, hehe.

Baby Wrap – é tipo um tecido que você enrola pelo corpo todo e carrega seu neném bem coladinho em você. Ó o tutorial.

Sling com Argola – também é um jeito de carregar o neném coladinho na gente mas parece mais uma rede que você pendura no corpo, hehe.

wrap baby e sling com argola

Método Montessoriano – incentiva a independência com limite nas crianças. É toooda uma filosofia e um método de ensino, tem uma história de não usar berço, por exemplo, e deixar o bebê desde pequeno em uma cama/colchão no chão. Acho bem interessante, leia mais sobre Montessori aqui.

Cama Compartilhada (também conhecido como CC) – é deixar o neném dormir na sua cama, simples assim. Tem gente que deixa por muito tempo, gente que deixa menos tempo, gente que coloca o marido pra dormir no colchonete, tem quem compre uma cama maior, ou então ‘acopla’ o berço na sua cama… tem pra todo gosto. Não é a minha praia (por enquanto, pelo menos, hehe), mas dá pra ler mais sobre cama compartilhada nesse link que defende a prática.

Colar de Âmbar – em teoria é um colar, feito de âmbar, (jura? haha) que funciona para diminuir a dor da dentição, mas é uma super polêmica esse colar. Cada um diz uma coisa, não é um unanimidade. Não tenho opinião ainda, hehe.

Criação com Apego (Attachment Parenting) – não sei resumir e vou ser injusta com a ‘filosofia’, mas só pra ter aqui no glossário e poder linkar para um texto só sobre isso, lá vamos nós. Criação com apego é um jeito de criar os filhos com menos regras e mais ‘amor’. CCA prega que o neném faça cama compartilhada, mame até ele decidir que é hora de parar (muitas vezes até depois dos dois anos) e uma educação amável sem castigos e punições. Recomendo (de verdade) ler mais sobre criação com apego. Separei um texto da Folha e um outro super a favor. Tema polêêêêmico e vou esperar o Miguel nascer pra dar a minha opinião, hahaha.

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