Passeando Com um Bebê Pequeno

Quando o Miguel tinha alguns dias, meu marido chegou em casa com a proposta indecorosa “vamos passar uns dias em Montevidéu?”, minha primeira resposta foi “você tá louco?”. O lance é que o Rapha precisava vir a trabalho e resolveu propor que viéssemos a família toda e passássemos uma semana. Só nós três. Falei que ia pensar uns dias e, no fim das contas, topei. Miguel está com 7 semanas e posso dizer que o meu único medo era o vôo. Quem lê o blog sabe que eu tenho pavor de avião, mas o lance nem era esse, meu medo é de colocar meu filhote em um lugar fechado, com um monte de gente, por tanto tempo (2 horas de vôo, mais ou menos). Acabou que a vinda foi mega tranquila e aqui estamos na expectativa de que a volta seja também.

A gente por Montevidéu! <3

Mas, indo mais longe no assunto, acho que vale pensar sobre sair de casa com um neném recém nascido. Vou começar contando porque eu não cumpri a quarentena e, quando Miguel tinha 9 dias, eu já estava dando voltinhas com ele por aí.

Pra começar, eu li muito durante a gravidez e frequentei muitos encontros com ‘a galera do parto humanizado’, hehe. Um dia eu fui a um curso com um pediatra humanizado aqui de SP, muso, e perguntei pra ele sobre isso de ficar em casa com o bebê, de evitar que o recém nascido tenha contato com crianças mais velhas (que trazem vírus e bactérias da escola) e coisas desse tipo. Ele me respondeu dizendo que precisamos parar de achar que o neném vai quebrar. Ele não vai. Se neném fosse tão delicado assim ele não sobreviveria a um parto normal, disse ele. Ele falou também que é impossível proteger o filho do mundo e que não tinha problema algum levar um recém nascido pra passear em lugares abertos, que, inclusive, fazia bem para a mãe.

Bom, aí nasceu Miguel. Eu, que tinha PÂNICO de não conseguir amamentar e li MUITO sobre isso, ignorei solenemente que algumas mulheres têm o famoso ‘baby blues’ no pós parto. Mas eu tive, fiquei super melancólica nos primeiros dias de vida do meu pequenininho e, na consulta de uma semana de vida, eu perguntei pro pediatra dele se eu podia sair com ele pra passear. Ele super, mega, master autorizou, aliás, incentivou. Falou pra evitar, por exemplo, restaurante lotado ou shopping muito cheio, mas que era pra eu ir, sim, porém, em horários mais tranquilos. E assim foi, com 9 dias eu saí pra passear pelo bairro com o Miguel e nunca mais parei. Parques, jardins, shopping, restaurantes, festa de casamento… em todos esses lugares ele já foi. E foi MEGA tranquilo.

Casamento com o pequeno…
Amamentando no carro, cadê glamour? Hahaha

O que eu faço é: saio de casa logo após uma mamada e estou sempre preparada para amamentar onde quer que eu esteja. O que eu sinto que ele não curte é lugares muito barulhentos e muito estímulo visual. Também não é legal quando tem muita gente em volta dele, pegando no colo, beijando, abraçando… ele fica exausto, cansadérrimo e depois dá um mega trabalho pra acalmar e dormir.

Sobre vir para Montevidéu: Rapha propôs, perguntei pro pediatra ele disse que não tinha problema algum (ficou até animado com a nossa viagem)e eu resolvi não pirar. Daí que é isso, cá estou até segunda. Por enquanto tudo super bem, fazendo um turismo bem de leve pra não estressar o Miguel e pro marido trabalhar, afinal de contas foi por isso que a gente veio.

Pra terminar eu vou afirmar, sem medo: tá tendo um pós parto difícil? Saia de casa, não fica trancafiada sem saber se é segunda ou quinta, se é dia ou noite, de pijama e sem banho até as 18h. Faz um esforcinho para dar uma volta (no quarteirão, que seja!) e eu garanto que as coisas vão melhorar. Não estou falando de depressão pós parto, que aí é coisa séria e eu  não sou médica. Tô falando de angústia, pontinhas de tristeza, baby blues, sensação de ‘tô perdida’, hahaha

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