Porque amamos roupa de academia fora da academia

Roupa de academia (ou roupa de treino, roupa de esporte) nem sempre é fácil amar, né? Aqui na F.INC a gente sempre fala que se vestir pode ser divertido. A gente passa muuuuito tempo da vida se vestindo pra fazer exercício com a roupa que a gente mais detesta, só pra cumprir uma função, zero prazer. Mas não precisa ser assim. Seu estilo pode fazer sentido até na academia (e tudo bem se você não liga: dica de roupa é sempre pra quem quer testar outras coisas, pra quem já tá resolvido, é só seguir feliz!).

Se a gente for pensar, 90% do que existe pra treinar é super parecido entre si. Tanto faz qual seu mood no resto do dia, seu estilo de vida, seus gostos: em geral todo mundo usa legging e top, compra nas mesmas marcas e se veste só pra resolver, sem ficar feliz. Geral fica engasgado com esse setor do armário. E assim, sinceramente, se o vestir puder ajudar no ânimo de treinar todo dia, por que não? Então bora descobrir um jeito de botar nosso borogodó nos looks de malhar?

Roupa de academia na rua não é novidade

Pode parecer novidade quando a gente ouve esses rótulos de Athleisure, Activewear

Mas historicamente a moda se inspira muito no esporte. Várias peças que são reconhecidas como casuais hoje em dia já foram exclusivas dos esportes, sabia? Da polo Lacoste aos Nike Air Jordan, a rua sempre teve facilidade em adotar os estilos surgidos no esporte. Afinal, a gente ama e precisa de conforto e funcionalidade no dia a dia.

Até mesmo aqui no Brasil, a Osklen surgiu como uma marca para esportes de neve e agora faz tudo, mas sempre mantendo o foco no conforto e na tecnologia dos materiais. Então muitas vezes a gente só tá esperando “permissão” para usar um item na rua. Mas já que inevitavelmente ele vai encontrar esse caminho, porque não agora? 😉

Hoje em dia é comum ver peças assim até mesmo nas passarelas. Virgil Abloh é mestre em misturar alfaiataria com peças atléticas – sempre reverenciando a galera do hip hop que faz isso com muita criatividade (ó o Run DMC com o hit My Adidas em 1986 já cantando o conforto de um tênis no pé).

De olho nas collabs

A gente sempre recebe DMs de “pelamordedeus, mas roupa de academia é tudo igual”,“onde que a gente encontra roupa legal pra malhar?”,”mas eu odeio roupa de academia”, etc; E nem sempre foi fácil mesmo, mas atualmente tem muita variedade de estilo, textura, modelagem e cor. Um caminho bacana é pensar nas collabs. Pensa aí alguém que você ama, que tenha estilo parecido com o seu. Provavelmente já rolou alguma collab – com marcas que a gente encontra online, no Brasil. Vale até pela inspiração: muitas vezes rola repensar o que a gente já tem no guarda-roupa só de entender os truques de styling que usaram.

Beyoncé toda temporada quebra a internet com suas coleções Ivy Park vs. Adidas. Reebok x Victoria Beckham. Rihanna também sempre acerta na sua parceria Fenty Puma. 

Provando que não existe mais “a roupa de academia”, olha o que ela disse lá em 2016 :

“eu meio que imaginei que se a Família Addams fosse à academia, isso é o que eles estariam vestindo. Esta coleção é meio escura, mas muito grande e longa, tudo é extra e eu amo, é algo que eu definitivamente uso o tempo todo”.

Rihanna
stellasport

Outro rolê pra ficar de olho são as parcerias das marcas com estilistas que a gente ama: a Adidas tem uma longa parceria com a Stella McCartney: do yoga ao tênis sempre rola um look com uma estampa legal, uma modelagem diferentona. Alexander Wang e Rick Owens são outros da lista de colaborações da Adidas. A Nike também tem collabs pra todo gosto: Undercover do Jun Takahashi, Comme des Garçons, Errolson Hugh, o já citado Virgil Abloh. Tem até collabs brasileiríssimas como a da C&A com a obvious (chapadinhas de endorfina).

Porque usar activewear fora da academia?

Quando a gente separa as roupas em categorias limitamos nossa criatividade: “essa roupa é de sair, essa é de ficar em casa, essa é de ir pra academia”. Rompendo essa barreira – que só existe na nossa cabeça – as possibilidades se multiplicam. Além disso, se você pensar em usar peças da academia também no dia a dia você ganha mais coragem pra investir dinheiro e também mais flexibilidade pra ir e vir da academia pro rolê.

A gente começa a levar a informação de moda de um contexto pro outro e fica tudo com nosso borogodó: a roupa “de treino” fica com mais cara de roupa da vida e a vida absorve naturalmente as roupas de academia. Porque vamo combinar que é um desperdício usar tanta roupa legal e confortável só uma horinha por dia, né?

A Thais Farage encontrou um caminho:

“Invisto em modelagens diferentes, garimpo modelagens pra treinar – assim como já faço com o restante do armário. Depois, coordeno de um jeito menos óbvio (pra mim). Numa dessas, acabo usando muitoooo as peças de treino pra viver a vida normal. Porque faz sentido com o meu estilo e não só com a atividade! Mas o seu borogodó pode ser cor, acessório, cabelo… cada uma acha o seu jeito de fazer. Borogodó bom é o que funciona pra você.”

Thais Farage

A Thais achou o jeito dela botando em prática o método “Básico com Borogodó” (aqui na Farage Inc a gente ama e usa nossos próprios métodos <3). Partindo do básico, ela encontrou o jeitinho dela de usar roupa de malhar. Básico pra ela, vale repetir: não existe básico universal, cada um tem que descobrir o seu.

Quer conhecer melhor o método? Vai rolar aqui na Farage Inc o Desafio Recicla meu Borogodó, que vai te ajudar a pensar como uma personal stylist e montar looks com a sua cara. É só clicar aqui ou na imagem abaixo pra se inscrever. Te vejo lá? 😉

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