Pós-Parto É Punk!

Gente! Juro que to tentando com toda afinco possível postar com mais frequência, mas tá duro! Miguel exige turnos longos e intensos da mamãe e eu, coruja, fico mesmo é com vontade de passar o dia com ele no colo. <3 Mas acho que logo menos eu consigo normalizar as coisas por aqui.

Mas, vamos ao assunto do post: pós parto é punk. pós parto é punk pra caralho (com todo respeito). pós parto é confuso, difícil, feliz, emocionante, tudo-junto-ao-mesmo-tempo-agora. É absolutamente impossível se preparar pra nova vida, eu sei, mas eu quero deixar registrado aqui no blog que o pós parto é uma coisa louca e que não vejo como não ser.

pós parto é punk 0Miguelito no berço. <3 Muito, muito, muito amor!

Confesso que só essa semana senti que domei a esquisitice. Ainda tô chorona (mas bem menos, graças a deus, tava dureza, hahaha), ainda tô sensível e ainda tô entendendo qual vai ser da nova vida… mas já tô com os pés no chão. Porque, sim, quando recebi alta do hospital metade de mim era muita alegria e a outra metade era ‘e agora?’. Porque eu sofri levemente de saudade do parto (juro! fiquei órfã-do-parto e queria parir todo dia – alooooooka!), depois sofri com medo de não dar conta de cuidar do Miguel (medo do banho, medo de colocar errado no berço, ir toda hora checar se ele tava respirando…). Em algum momento entendi que ‘pé de galinha não mata pinto’ e aí é que eu não entendi mesmo porque eu tava tão esquisita, afinal, não devia ser essa a época mais feliz do mundo?

Mas, a verdade é que pós parto é difícil e deixa a gente esquisita (alô baby blues) por muitos motivos! É punk porque é difícil demais abrir mão de controlar a própria vida – e você nunca mais sabe que horas vai conseguir tomar banho, fazer xixi, comer, dirá sair de casa, postar no blog, falar com as amigas no telefone, hahaha. Tudo vira uma missão. É punk porque você precisa aprender a ser mãe e tá ainda começando a conhecer o seu neném. É punk porque tem um monte de gente envolvida e nem sempre as pessoas conseguem te ajudar – a maioria tá só esperando pra pegar o bebê no colo ao invés de estar aqui pra, de fato, cuidar de você, porque, sim, no pós parto as pessoas precisam cuidar de você para que você esteja forte pra cuidar do neném. Tem também a parte hormonal, né? 9 meses de hormônios felizes e, de uma hora pra outra, pã! Acabou tudo, back to reality, hahahaha. Ninguém mais te olha com o encantamento da gravidez (essa parte eu nem sofri) e nem você consegue mais pensar em você. Eu nem fome tinha, se minha vó e minha tia não me colocasse comida nas mãos eu teria passado dias sem comer. E ó: eu NUNCA tinha tido falta de apetite (haha) nem nunca fui ‘melancólica’. Nunquinha.

Fora amamentar, que ninguém conta, mas dói. Eu fui MEGA sortuda e não tive nenhum problema, nada, zero. Miguel saiu da minha barriga e mamou como se sempre tivesse feito isso, tipo novela das 20h. E, mesmo assim, amamentar dói, é difícil, demanda uma energia (física e emocional) louca e até hoje tem horas em que acho que o Miguel vai arrancar meu peito e mamilo: ele suga com muita força e ele mama muito! Agora: imagina quem tem problema de verdade com a amamentação (muuuuita gente!)?! Imagina o neném que nasce sem saber sugar (muuuitos!)?!

Além de toda a loucura emocional tem a parte física da parada. Ninguém te conta, mas…. você vai sangrar vááários dias no pós parto (o meu sangramento só durou 7 dias, desses 7 só 2 foram intensos. Mas tenho amigas que tiveram sangramento forte por mais de 30 dias, ou seja, né mole não!). Além disso, independente do tipo de parto, seu corpo vai precisar se acertar, voltar pros eixos. A barriga fica gelatinosa (hahaha), os órgãos parecem todos soltos lá dentro, quem fez parto normal vai ter pontos no períneo, quem fez cesárea vai ter um cuidado ainda maior, quem fez parto natural vai ter que se entender com o períneo (com laceração ou não ele demora a se recompor total) e não tem jeito: todo mundo vai sofrer um pouco pro corpo voltar pro lugar. Não vai ser da noite pro dia, não vai ser saindo da maternidade, não vai ser moleza entrar no seu guarda roupa pré grávida, não é moleza continuar usando roupas da gravidez.

Tudo isso junto, misturado, agora. A nova vida chega, numa força acachapante, com uma velocidade inacreditável e é um ‘salve-se quem puder’. Sim, tudo isso porque nem mencionei o cansaço absurdo, as noites que nunca mais serão dormidas por inteiro, as zilhões de trocas de fralda, os choros indecifráveis, as cólicas e por aí vai…

Por aqui agora tá tudo super bem. Passei com Miguel no sling quase todo dia, consegui encontrar alguma mini rotina, aceitei o que não posso controlar, tô animada em retomar um pouquinho de mim (nos parcos momentos livres) e cheia, inundanda, abarrotada de amor. Completamente apaixonada pelo Miguel, amando muito amamentar e feliz da vida de poder passar os dias com meu pequeno.

Pra quem tiver passando por esse início vida loka, o que eu posso dizer é: respira, calma, acredita em mim, vai melhorar! Coisas que ajudaram a aterrar: passear com o Miguel/sair de casa, ficar mais tempo sozinha com o meu filhote, encontrar uma mini rotina pra gente (tipo: passeio de manhã, banho a tarde), relaxar e se entregar ao processo, ter ajuda para os afazeres domésticos e aproveitar todas as coisinhas gostosas. <3

pós parto é punk 1Noize no pós banho! Meu ursinho azul! 

Vou tentar postar ainda essa semana sobre amamentação em livre demanda. Quer ver algum post por aqui? Sugere aí nos comentários! 🙂

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